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RESTA SABER ATÉ QUANDO

Iremos permitir passivamente que nossa Carta Magna, nossa Constituição, seja manipulada, vilipendiada e reescrita por aqueles cujo maior objetivo consiste na sua preservação e em manter sua integridade.

Continuamos boquiabertos ante as decisões completamente antidemocráticas e de cunho unicamente político praticadas por ministros do Superior Tribunal Federal. Momento então de pensar e agir para que na última instância jurídica a intocabilidade desses ministros seja contida.

Não elegemos um presidente para exercer sua função na dependência de outros dois poderes. Muito menos permitiremos a tal “semi-presidência”, proposta com um desses ministros, quando esteve em Portugal. Isso é inadmissível e completamente contrário ao que está explicito em nossa Constituição.

Os poderes deveriam estar em harmonia e serem completamente independentes. No entanto são os membros que compõem o atual Superior Tribunal que agem politicamente, subjugando a Câmara e o Senado, fazendo o Poder Legislativo render-se a todos os seus devaneios e desmandos.

O que era há pouco tempo uma forma velada de agir, hoje é uma forma descarada de proceder. Os togados tornaram-se intocáveis e se arvoram a serem os donos do destino político do Brasil, rasgando e reescrevendo todos os preceitos pétreos de nossa Lei Maior.

Coube ao Presidente da República lançar mão de um dispositivo constitucional para restabelecer o estado de direito no caso no Deputado Federal Daniel Silveira. No mais ridículo, arbitrário e irresponsável processo que a nossa falida justiça superior procedeu. Pela primeira vez na história do país foram as vítimas que julgaram, investigaram, prenderam e condenaram injustamente o parlamentar, ao arrepio da Lei. Sem respeitar sua imunidade parlamentar e os diretos de pronunciar-se com total liberdade.

A vergonha agora se estende aos seus colegas do parlamento que covardemente geraram com essa omissão, uma jurisprudência que pode afetar a todos.  Ou esquecem que o pau que dá em Pedro pode atingir Paulo?

Até quando vamos continuar nos comportando como ovelhas?

Guto de Paula

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