segunda-feira , 27 setembro 2021
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Crise: 84% dos brasileiros pretendem mudar padrão de consumo

Inflação leva a alterações nas compras referentes a lazer
(83%), vestuário (77%) e alimentação (76%). Decisão por
tomada de novos financiamentos também é impactada.

Os brasileiros, tanto consumidores quanto empresários,
estão cada vez mais pessimistas em relação ao cenário
econômico brasileiro hoje e no futuro. As expectativas
negativas os levam a reverem e mudarem seus padrões
de consumo. Segundo pesquisa realizada pela TNS Brasil
em parceria com a Associação Nacional das Instituições
de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), 84%
dos brasileiros pretendem alterar gastos, principalmente
em lazer (83%), vestuário (77%) e alimentação (76%). O

levantamento, que ouviu 1.000 pessoas em todas as
regiões do país entre dois e 13 de julho, mostra também
que as pessoas estão menos inclinadas a tomar novos
financiamentos.

Apenas 16% dos entrevistados disseram estar dispostos a
tomar crédito. Deles, 35% o fariam para comprar um
carro e 28%, uma casa. Já os 84% que não desejam
contrair empréstimos se valem, principalmente, das
expectativas negativas em relação ao futuro: grande
parte espera aumento da inflação e do desemprego para
os próximos meses. “Notamos um maior pessimismo da
população em relação ao cenário brasileiro, se
compararmos com as duas ondas anteriores da pesquisa
(realizadas em outubro de 2014 e março de 2015)”,
afirma Rafael Munhoz, Diretor de Atendimento da TNS
Brasil.

Enquanto, em 2014, apenas 24% dos ouvidos afirmaram
acreditar que a oferta de crédito à população iria piorar e
31% mostraram-se pessimistas em relação ao
crescimento do país, agora, esses índices subiram para
66% e 62%, respectivamente. O mesmo movimento
acontece em relação ao consumo das famílias. No ano
passado, a expectativa de piora tomava 35% dos
entrevistados e, em julho, alcançava 72% deles. O termo
escolhido pela maioria (65%) para representar o
sentimento, neste momento, foi “preocupação”, e 84%

afirmaram que pretendem economizar mais, enquanto
apenas 3% têm planos de gastar mais.

A situação do Brasil hoje é avaliada como ruim ou
péssima por 71% dos entrevistados, índice que, em abril,
era de 66% e, em 2014, 37%. O governo federal (72%), o
congresso (61%) e o setor privado (25%) são apontados
como culpados pelo cenário econômico. “A situação está
pior do que em abril, com os índices de confiança
declinantes e o ambiente econômico e político se
deteriorando. O mercado vem demonstrando muita
incerteza em relação ao futuro e sobre quando haverá
melhora. Isso é muito ruim para uma retomada. Já
deveríamos estar em uma fase de reversão”, diz Nicola
Tingas, Economista-Chefe da Acrefi.

Fonte: Mundo do Marketing

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