terça-feira , 23 outubro 2018
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Combate a pragas do algodão plantado na Bahia

Com a chegada da data limite para a semeadura do algodão, agora é a vez dos produtores se preocuparem com o combate às pragas como os nematóides e o bicudo do algodoeiro. Para orientar sobre a melhor forma de combate no campo, os técnicos do Programa Fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) estão promovendo reuniões com apoio técnico aos agricultores dos 18 núcleos agrícolas do oeste e sudoeste baianos. Na última quinta-feira (8), foi realizada uma segunda rodada de reunião para os agricultores da região agrícola das Placas, em Barreiras; na quarta (7), no Novo Paraná, em Luís Eduardo Magalhães, e na terça (6) no Núcleo Ceolin, na região da Roda Velha, em São Desidério. Nesta fase, os técnicos também monitoram a incidência das pragas e doenças e vem orientando na tomada de decisões para o uso controlado de defensivos nas lavouras.

Na segunda-feira (5), os técnicos do programa participaram juntamente com gerentes, agrônomos das fazendas e agricultores da reunião para a 2ª fase do Diagnóstico e Manejo de Fitonematóides, espécie que apresenta maiores riscos de perdas para o cultivo do algodoeiro. O encontro contou com a expertise do pesquisador Dr. Fabiano Perina, da Embrapa – Fundação Bahia. O coordenador do programa fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, explica que, com o algodão plantado no campo, as equipes retornam para uma segunda rodada de reuniões nos núcleos agrícolas. “Já fizemos o primeiro monitoramento durante o vazio sanitário, de setembro a novembro, quando instalamos as armadilhas em todas as linhas dos 18 núcleos das regiões oeste e sudoeste baianos.  O objetivo é garantir um indicador para controle das pragas e evitar a redução da produtividade e danos econômicos aos produtores”, explica.

Com a colaboração dos produtores, a equipe técnica do Programa Fitossanitário vem acompanhando a destruição dos restos de cultura de algodão, também conhecidas como tigüeras, nas margens das rodovias e estradas vicinais. “Existe um compromisso firmado entres os produtores nos núcleos que se responsabilizam pelos perímetros nas suas linhas, onde são erradicadas as tigueras do algodão e também da soja, medida que vem sendo essencial para o combate às pragas nestas culturas”, afirma. Na safra passada, foram mais de três mil quilômetros de dessecações de restos de culturas de algodão nas margens das rodovias.

No ano passado, somente nas áreas produtivas de algodão do oeste da Bahia, foram realizadas 668 visitas nas 181 propriedades de algodão e áreas de rotação, para as 74 algodoeiras foram 68 visitas. Já a região sudoeste do Estado recebeu 618 visitas nas 583 propriedades, a maioria de pequenos produtores. Financiado pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e Fundeagro, o Programa Fitossanitário da Abapa oferece apoio operacional e logístico aos projetos de pesquisas de instituições como Universidade de São Paulo (Usp – Esalq), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Embrapa, Aiba, Fundação Bahia empresas do agronegócio e produtores de algodão associados da Abapa.

 

Assessoria de Imprensa Abapa 

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